O avesso da biopolítica - Uma escrita para o gozo - Opção Lacaniana 13

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A biopolítica submete o corpo a golpes de imagens e de slogans, mas este sempre escapa às identificações prontas para revesti-lo. O gozo o transborda, o surpreende, o “traumatiza”, e a psicanálise o acolhe pelo que fala desse encontro traumático. Na experiência de uma análise, parte-se do sintoma que faz sofrer, buscando-se reduzi-lo por meio de seu sentido, de sua história, de sua lógica, a fim de que possa escrever-se de outro modo e produzir efeitos de criação, não necessariamente artísticos. Trata-se, sobretudo, de conceber uma língua apta para alojar o gozo que incide no corpo falante.

    Despidos não apenas os devaneios do hedonismo, como também os impasses do conformismo e a sua permanente sombra de segregação, resta ao sujeito suportar o corpo que tem e, apoiando-se na escrita de seu sintoma, fazer valer a sua presença entre os discursos estabelecidos, sobrelevando o ser, os sortilégios à espreita e as derradeiras seduções paternas.

    Neste luminoso livro construído com base em seu mais recente curso, Éric Laurent percorre o último ensino de Jacques Lacan e se vale do horizonte indicado por Jacques-Alain Miller acerca do empenho lacaniano em substituir o inconsciente freudiano por um novo termo, o parlêtre ou falasser, a fim de dar corpo ao que se revela no avesso da biopolítica.

 

Éric Laurent

Psicanalista. Membro da École de la Cause freudienne (ECF) e ex-presidente da Associação Mundial de Psicanálise (AMP), ensina na Seção Clínica do Departamento de Psicanálise da Université de Paris VIII. Publicou, entre outros livros: A sociedade do sintoma: a psicanálise, hoje (Contra Capa, 2007) e Lost in cognition – psychanalyse et sciences cognitives (Cécile Défaut, 2008).