A COLUNA DANÇANTE: SOBRE A ORDEM NA...1ªED.(2015)
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A história, como se sabe, muito mais do que a sucessão e ordenação de fatos, é uma estrutura orgânica, dinâmica, complexa, cheia de vazios e imprecisões, que se impõe, em cada geração, como interpretação contemporânea do mundo. A forma como cada sociedade organiza os dados disponíveis, as alusões que faz, a maneira pela qual as relações são constituídas determina o encadeamento dos fenômenos passados e, evidentemente, estabelece a compreensão do presente. Podemos, portanto, falar de não apenas uma, mas de muitas histórias concorrendo simultaneamente.
Joseph Rykwert havia acabado de publicar A Ideia de Cidade, em 1963 (Perspectiva, 2006), fazendo amplo e minucioso uso de estudos arqueológicos, antropológicos e historiográficos, para defender a tese de que a gênese do urbano nasce de modelos cosmogônicos e princípios culturais, opondo-se à fórmula funcionalista do planejamento das cidades contemporâneas, quando o MoMA abre a exposição e publica o catálogo Architects Without Architecture, estabelecendo a tese de que muitas das mais extraordinárias e belas construções em todos os tempos teriam surgido dissociadas de qualquer contexto cultural. Um despropósito para Rykwert, que reage publicando A Casa de Adão no Paraíso, em 1972 (Perspectiva, 2003), em que discute a gênese do edifício, demonstrando sua vinculação originária às crenças e práticas culturais das sociedades de então, desmontando a tese da abstração e do acaso das construções.
