Carlos Fonseca e a revolução nicaraguense (2ª edição)
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A trajetória do principal líder da Revolução Sandinista, contada a partir de seus escritos e de sua luta pela transformação da Nicarágua.
Depois de Augusto César Sandino, Carlos Fonseca é sem dúvida o principal líder popular nicaraguense, que resumia mais perfeitamente o caráter radical e popular da revolução, sua dinâmica anticapitalista e antilatifundiária. Fundador da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), figura ideológica central e estratégica do movimento, Fonseca inicia sua militância, ainda muito jovem, em sua cidade natal Matagalpa. De início, sua luta se concentra na erradicação da miséria e do analfabetismo dos camponeses e trabalhadores; posteriormente, já na maturidade, lutará pelo fim da ditadura dos Somoza e da constante intervenção estadunidense, facilitada pelas alianças com a oligarquia e a burguesia local.
Fonseca foi morto em combate pela Guarda Nacional em 1976. Até então, já aderira ao marxismo revolucionário de Fidel Castro e Che Guevara e repudiara definitivamente a orientação conservadora e burocrática do Partido Comunista da Nicarágua. Essa opção pela ação – ainda que frustrada durante anos, com derrotas e baixas incontáveis na FSLN e também na juventude nicaraguense – sem dúvida foi decisiva para a mobilização popular que, três anos após sua morte, tomou o poder e declarou a revolução.
Em Carlos Fonseca e a Revolução Nicaraguense, a autora estadunidense Matilde Zimmermann, valendo-se de uma vasta coleção de escritos de Carlos Fonseca desconhecidos até agora, narra sua história situando o desenvolvimento de suas ideias no contexto do mundo em que viveu e da realidade nicaraguense que estudou e pela qual lutou para transformar.
Com ele, o leitor terá a oportunidade de conhecer a trajetória do revolucionário – a militância estudantil; o entusiasmo com a Revolução Cubana e a crença de que dela resultaria um efeito dominó de levantes populares em toda a América Latina; a vida clandestina; as constantes prisões – e também do homem – a disciplina e o rigor de caráter; a conflituosa relação com seu pai, Fausto Amador, aristocrata e homem forte do governo Somoza; e algumas cenas da vida familiar. Todas, a propósito, com o necessário distanciamento que cabe a um biógrafo. Esse panorama da vida de Fonseca é imprescindível para que os povos da América Latina tomem conhecimento do que comumente é omitido pela historiografia oficial: de que existem milhões de homens e mulheres lutando por um outro mundo possível.
