Lugar de negro, lugar de branco? esboço para uma critica a metafisica racial
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Lugar de negro, lugar de branco? busca desmistificar a naturalização do lugar da raça na discussão moderna e de sua força instituinte: a escravidão moderna. Com forte alicerce em uma leitura crítica de Frantz Fanon, o ensaio repensa o identitarismo, que ganha espaço nas militâncias, ao relacioná-lo à procura mística de uma África que, historicamente, é indissociável do processo de produção capitalista.
Ao transpor o problema da raça e do significante negro para um novo patamar, o livro lança novas hipóteses para o movimento negro e aponta para sua potência em superar as relações mercantilizadas nos trópicos.
Ao refletir sobre a naturalização do lugar da raça, "Lugar de negro, lugar de branco?" desvela a força da escravidão moderna. Para isso, o autor revisita o pensamento de Sartre e dos Iluministas, o surgimento da etnologia e das ciências modernas, com o objetivo de criticar certa tendência do movimento negro à procura da África ancestral, figura mítica produzida por um sistema simbólico branco e capitalista. Contestando as concepções simplificadoras do continente africano que perdem de vista justamente a sua multiplicidade cultural, o livro problematiza a exaltação de uma identidade negra estancada e não relacional, ligada às características supostamente originárias que não podem se misturar. Aponta como essa “loucura da busca por identidade hipostasiada só indica que o mundo do trabalho ruiu”. O ensaísta convoca ainda para uma ação contra o “romantismo conservador adaptável ao mercado” e seus simulacros imaginários identitários, diante do massacre e invisibilização cotidiana da população negra. Neste ousado e radical ensaio, o intelectual militante Douglas Rodriques Barros desconstrói paradigmas e apresenta novas possibilidades para o movimento negro.
