O clone do guru
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O grande divisor de águas veio com a aposentadoria da engenharia. Mukunda decidiu que era hora de viajar, de aprender com outras culturas, de conhecer os desdobramentos do hinduísmo fora da Índia, afinal, seus filhos já eram maduros, e sua esposa se dedicava totalmente em um templo do Senhor Krishna. Depois de muita conversa, Radha consentiu com a ideia, já que o gentil homem com quem ela se casara, tinha se transformado, era um mestre, e com o amor que ele possuía pelo Senhor Shiva, que era pura inspiração, para ela se dedicar ao Senhor Krishna. Por fim, não existia ali, o Mukunda que ela conhecia e sim, um sadhu gentil, um homem com uma missão supra humana, verdadeiramente espiritual, de levar o Senhor Shiva para o mundo, enxergando nas inquietações do marido o desejo genuíno de ir além. Permitiu que ele aceitasse a divina ordem renunciada de vida, sannyasa, que fosse se encontrar com seu irmão espiritual Mukutananda que lhe iniciou nessa ordem em Nova Delhi, e que seguisse o seu mais íntimo dharma. E assim, depois de dois anos vivendo em Nova Delhi, como um humilde Swami, ganhou uma passagem de uma grande shivaista, devota e muito rica, para o Brasil, em plenos anos 60, especificamente no final de 1964, país onde as religiões conviviam em sincretismo inusitado e no qual a cidade de São Paulo borbulhava entre rupfuras políticas, florescimento cultural e fome intensa de novos sonhos.
