ODISSEIA - Homero - buy online

ODISSEIA - Homero

$33.56 USD

Don´t miss it, it´s the last one!
Shipping for zipcode:

Shipping Methods

Protected purchase
Your data taken care of throughout the purchase.

No final do Capítulo XIII da sua Poética, Aristóteles critica as tragédias que terminam bem para os personagens bons e mal para os personagens maus, em vez de seguirem o formato que ele considera superior: quando a ação acaba mal para um personagem que é bom, e isso ocorre por causa de um erro seu. Na breve discussão que faz do esquema que reputa pior – e chama de “construção dupla” –, o filósofo reconhece que arcos dramáticos assim eram populares e que o gosto do público costumava ser atendido pelos poetas na hora de comporem suas obras (Poética, 1453a30-35). O mais interessante, porém, é que nesse ponto do tratado ele não dá como exemplo uma peça, e sim a Odisseia de Homero.

Odisseia Ã© dotada de uma estrutura que poderíamos chamar de bipartida: narra uma história com final feliz para Odisseu e sua família, mas com desfecho infeliz para os pretendentes que ameaçavam matar seu filho e cobiçavam sua esposa. De um lado, o herói que sofre mas termina tendo sucesso. Do outro, homens que se colocam contra ele e sua família mas acabam destruídos. Dito assim, não há como negar que esse formato duplo, quer o vejamos com bons ou maus olhos, continua a ser imensamente popular entre nós. Se a centralidade do poema de Odisseu já é algo assente no âmbito da literatura erudita recente – basta citar duas obras igualmente monumentais e arrojadas mas muito diferentes entre si, Ulisses (1922), do irlandês James Joyce, e Odisseia: uma sequência moderna (1938), do grego Nikos Kazantzakis –, sua ressonância quando se pensa na criação de histórias ficcionais em geral o coloca como matriz incontornável.

We send your product

Deliveries throughout the country

Pay as you like

Credit cards or cash

Buy safely

Your data always protected