Laura é uma mulher casada. Aos cinquenta anos, tentando superar Mathias, o amante que incendiou sua vida, ela revisita o passado, fazendo um balanço dos livros que a formaram, dos amores interrompidos e das perguntas que não cessam.
É assim, entre sonhos e devaneios, que Laura atravessa o casamento morno, paixões febris e relações que se perderam no tempo. Mathias, Paulo, Jorge, Gael ― nomes que são vestígios de beijos à primeira vista, madrugadas, conversas, poemas ― são amores que a lembram sempre de que o desejo não cabe em convenções, mas também não se dobra à promessa de liberdade.
Nessa procura do reencontro consigo mesma, Laura se pergunta onde termina seu próprio corpo e onde começa o do outro. E descobre que talvez a maior liberdade seja entregar-se ao amor sem temer as pedras que encontrar no caminho.
“Queremos o que o nosso corpo quer. Em Atire a primeira pedra neste coração cansado , Paula Vaz nos faz olhar para esse lugar que tanto nos fascina e assusta. Nele o desejo nos encosta na parede e sussurra: ― O que você vai fazer comigo? ― Não há silêncio possível como resposta.” ― Carla Madeira para a orelha de Atire a primeira pedra neste coração cansado .
