A ÉTICA COMO EXTENSÃO DO DIÁLOGO

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A princípio, chama-nos a atenção quanto à possibilidade do discurso entre cidadão vinculado às diversas religiões e o cidadão secular. Levantar esta questão é um desafio para a nossa sociedade calcada na modernidade e mais; propor um caminho para este diálogo é sugerir a possibilidade do uso aberto da razão, uma concepção ousada. As respostas vão se construindo em um jogo estruturado nas relações do "nós" (cidadãos seculares e religiosos) ao longo da obra, porém, estas não são abordadas de maneira absoluta e sim, como propõe Habermas, algo aberto. Instiga-nos, na leitura da obra de João Carneiro, a afirmação de que foi no seio das Religiões Afro-brasileiras o nascedouro de sua inquietação, sendo este o fato determinante para pensar a possibilidade de diálogo entre esses dois campos. Suas conversas com F. Rivas Neto (sacerdote das Religiões Afro-brasileiras) foram fundamentais para a compreensão de que a visão religiosa poderia transcender a linguagem religiosa, enfatizando que "é possível pensar meios dialéticos para equacionar grandes e pequenos problemas sociais, desde que haja disposição entre as partes". De um diálogo entre Mestre e discípulo, num plano individual, nasceu o desafio de um diálogo no plano coletivo.