A Ficção Equilibrista: Narrativa, cotidiano e política

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A partir da década de 90 do século passado, o reconhecimento das possibilidades subversivas da ficção foi cada vez mais restringido ao fato de permear os discursos tidos como documentais, abalando o regime de verdade que pressupõem. Na esteira da recusa dos fechamentos teleológicos e dos ilusionismos da cultura de mercado, colocou-se sob suspeita o potencial das narrativas de ficção como criadoras de mundos imaginários que distendem os limites do possível.

Num contexto cultural assombrado pela proliferação das chamadas fake news e pela multiplicação ao infinito de narrativas conspiratórias que alimentam o temor de uma completa ficcionalização do mundo, como afirmar o papel da ficção como instrumento crítico de transformação da sociedade?

Essa é uma das principais questões levantadas neste livro, cujo eixo gira em torno das relações estabelecidas, no campo do cinema e da literatura, entre narrativa e política e narrativa e ética.