A SUPERVISÃO (CONTROLE) NA FORMAÇÃO DO PSICANALISTA

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Em  A supervisão na formação do psicanalista há uma tese que se desenvolve em torno da ideia de que a supervisão se dirige para o controle da relação que o supervisionando estabelece com a psicanálise por meio do trabalho analítico concernente ao caso clínico.

A supervisão não se confunde com o trabalho de construção do caso clínico. Um analista praticante pode se endereçar ao supervisor movido por uma dificuldade com o diagnóstico, dificuldade que, como se sabe, tem consequências sobre a direção do tratamento. Porém, segundo uma outra perspectiva, é possível dizer que a supervisão deve incidir sobre o supervisionando, sobretudo quando a posição subjetiva deste se  apresenta em dificuldade para a leitura do caso e para a consequente produção do ato analítico. Considera-se que, nesses casos, é insuficiente o necessário encaminhamento para a experiência da análise com o intuito de que o tratamento possa ter lugar em condições mais favoráveis. 

Além disso, é apresentada uma concepção surpreendente da supervisão, que a aproxima do dispositivo de verificação do final de análise, proposto por Lacan, que é o Passe.

O autor sugere, ainda, como uma das contribuições essenciais do livro a proposição de uma distinção entre controle (termo empregado na França) e supervisão (termo utilizado no Brasil) não apenas no meio psicanalítico, mas também em contextos diversos e variados da saúde mental. Como se poderá verificar, a incidência da supervisão na organização e no funcionamento do serviço mostra-se bastante instrutiva para a sequência do tratamento e a orientação do caso.

Sobre o autor:

Rômulo Ferreira da Silva é psiquiatra, psicanalista, AME da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise. Associado e docente do Centro lacaniano de investigação sobre a ansiedade (Clin-a), responsável por Seminário Clínico. Foi diretor do CAPS-Perdizes em São Paulo e supervisor clínico de equipes de saúde mental. Mestre pelo IPUSP e Doutor pela Universidade de Paris 8. Pratica a psicanálise na cidade de São Paulo.