ERÓTICA DO LUTO - NO TEMPO DA MORTE SECA

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O caráter determinante do não-cumprido nos fez tomar ciência de que, em nosso tempo de morte seca, já que a mortalidade infantil deixou de ser o que era, o paradigma do luto é o luto do filho. Daí a questão: é imaginável, é possível que, assim, a morte do filho tinha acabado por tomar esse lugar? Em que condições poderia ela ter sido levada a esse estatuto de paradigma gramatical para todo luto? Terá sido preciso para isso, para que fosse avaliada a uma vida de cada um sem outro recurso que essa própria avaliação enquanto humana (ainda que humana demais), que Deus não fosse mais reconhecido como tendo em mão, Ele e Ele só, as cartas do juízo, com efeito, necessariamente final.