PERFUME ATRÁS DA ORELHA

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“A poesia de Ana Paula Dacota que nos chega em seu livro de estreia não tem nada de óbvia. Nada que se coloque na frente dos olhos e que seja facilmente visível. O próprio título nos remete a um aspecto de imaterialidade, invasão dos sentidos atuando sempre de uma forma oblíqua, situando-se na espreita, em um ponto oculto e estratégico, atrás da orelha. Ele evoca assim o olfato e a audição, sentidos esses um tanto quanto invasivos, sendo ambos relativos ao
ar, já que perfume e sons viajam através dele. O perfume se mistura ao ar, às vezes de forma sutil, com o poder (ou não) de impregnar e inebriar, entre vapores, fumaças, respiros e suspiros. Já as palavras, segundo os poetas gregos antigos, são aladas, epea pteroenta, saem da boca do falante e voam até as orelhas do ouvinte. Como se lê no poema suportes, até mesmo a escrita é efêmera e se desfaz com o movimento das ondas, com os dedos que escrevem e apagam seus
rastros no box do banheiro, e com a lavagem de uma peça de roupa, no bolso da qual um guardanapo esquecido se desfaz”, afirma Celina Lage, doutora em Literatura Comparada pela UFMG e atualmente professora pelo PPGArtes/UEMG.


O leitor irá encontrar-se também com o trabalho das ilustrações do artista visual André Araújo distribuído ao longo dos 51 poemas. Ana Paula selecionou junto com o pintor trabalhos que dialogassem com a essência de sua escrita, o que traz mais elementos sedutores à obra. O projeto gráfico e a diagramação foram realizados pelo designer Mário Vinicius, que com sua sensibilidade deu um formato dançante às letras e certa feminilidade aos títulos.


Dacota que sempre escreveu e publicou de forma dispersa agora vive um momento de lapidação na edição de seus poemas pela Alma de Gato. Como escritora possui trabalhos publicados no Suplemento Literário de Minas Gerais, participa como cronista do segundo número da Revista Chama; participou da coletânea de poemas e fotos “Imagens Literárias: existem direitos humanos na minha cidade?”, editado por Letícia Santana e Izabel Diniz pela Editora do CEFET- MG, lançado este ano; contribuiu como colunista no Jornal Boca da Mata da cidade de Carmo de Cajuru, MG, de 2012 a 2014.


“O livro de Dacota apresenta belas imagens poéticas. Sua temática versa sobre o amor, o sexo, a perda, as cenas cotidianas, a solidão, a metalinguagem, a morte, a alegria e a melancolia. Sua escrita é leve, ágil e bem definida, o que demonstra um bom domínio das estratégias poéticas.”, afirma o poeta e editor Wagner Moreira.


Simone de Andrade Neves, poeta, também lançada pela Scriptum, abre generosamente a porta para os leitores no texto da orelha do livro:

“Os poemas trazem a paisagem para o corpo e a materialização dos significados, como o uso da palavra “alma” e da palavra “solo” na primeira estrofe do segundo poema, vendo-se o solo devolvido ao seu signo autêntico na segunda estrofe. Este poema, sob o título de folhas secas e outros diversos no correr do livro lembram a afirmativa da imensa Agnès Varda: “Se você abrir uma pessoa, irá achar paisagens...”