Filha, sobrinha, mulher, cadela mesmo
€11,38
Cadelada, uma escrita que assunta o mundo, fareja as palavras, não elege assunto, desfila papo, instiga. Os textos aqui reunidos, cada qual com a sua história, surpreendem de um jeito cão e, de repente, uma lambida na fuça, desfilam graça e abanam o rabo para as convenções.
Marta Neves escreve como quem tem faro, tem instinto literário. “Literatura cê vai fazendo à medida que levanta” e, estabelece diálogo entre mundos. Aqui, a sua atuação de décadas nas artes plásticas e o trabalho com a imagem associada a palavra dão pistas da genuína habilidade de aguçar imaginações frente ao texto.
Para finalizar este convite para adentrar, trago a mesa deum bar, numa calçada qualquer de BH. Encontrar Marta Neves é demorar-se na leitura e, apanhar gosto de frequentar. Assuas narrativas fluem como as de contadores de histórias, toda prosa, companhia prazerosa quem e fez correr por estas páginas e, lá pelo fim do livro querer gritar:
- Traga a saideira, Marta! Não vou me embora, quero ler mais.
[Nívea Sabino]
