No silêncio que as palavras guardam
€10,00
Ver meios de pagamento
O que os textos de Lula nos lembram é que psiquiatras – psicanalistas, terapeutas vários que lidam com os loucos – todos nós temos que servir, temos que nos prestar a servir àquele que nos faz apelo. A clínica exige que nos dobremos sobre o paciente
e com ele participemos do trabalho de reconstrução – um trabalho que requer engenho e arte, exigência que Lula, em seu trabalho e em seu livro, cumpre generosamente.
Se tivesse tido a sorte de conhecer Lula e o Espaço Aberto ao Tempo, Artaud não teria dito, em sua loucura lúcida, que os psiquiatras – leia-se, psis de toda ordem – detestam os loucos.
— Neusa Santos
