Pensamento andarilho
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Da janela, eu via quase tudo. No alto, a serra. No pasto, os bovídeos. Ao lado dos trilhos paralelos, erguia-se o verde das ervas-cidreiras. De longe, perdida no meio do mato, uma ou outra lâmpada reluzia. Perdidas no meio do mato, lâmpadas sinalizavam: em alguns minutos, na estação com o nome da cidade pintado com letras grandes na parede, chegaria, sem pressa, o trem.
Enquanto me lembrava da pequena cidade com o nome pintado na parede da estação, retornava à mocidade deixada para trás pela estrada de ferro da existência. Dessa estrada sem volta, Laura, dentre outras jovens tão corriqueiras quanto ela, se destaca. Dentre outras, a lembrança de Laura se sobressai porque reascende minha curiosidade, porque tem a compe- tência de provocar meu descontentamento. [EXCERTO DO LIVRO]
