Juntar a graça de um almanaque, com seu festival de textos curtos e curiosos, ao mundo da tipografia. Esta é proposta do Almanaque Tipográfico Brasileiro, sob organização de Carlos M. Horcades. Os autores são todos especialistas na arte da escrita – vale dizer, do escrever bem, com sabor, e do saber transformar as letras em objetos visuais. Entre eles, o jornalista e escritor Fernando Morais, o dramaturgo Roberto Athayde, os designers Alexandre Salomon, Julieta Sobral, a dupla Elesbão e Haroldinho, o editor Plinio Martins Filho, o tipógrafo Cláudio Rocha, o poeta Guilherme Mansur, e muitos outros.
O resultado deste encontro é uma deliciosa e divertida publicação que reúne artigos, curiosidades, brincadeiras e jogos, abordando diversos aspectos do campo da tipografia. No primeiro texto do livro, Cesar G. Villela lembra alguns dos bons e velhos almanaques, como o do Globo Juvenil, ou o do Biotônico Fontoura entre outros. Uma farra para o olho e para a inteligência. Para o olho, pelos motivos óbvios: cada tipologia tem uma cara própria, explorando a praticidade e a beleza, e o Almanaque – seguindo o modelo tradicional – está recheado de ilustrações (como os incríveis símbolos e logotipos criados pelas gêmeas Maria de Lourdes e Maria Francina, imagens que sempre exploram a duplicidade e o espelhamento). Para a inteligência, pois a história da tipografia vai sendo contada a cada página de forma despretensiosa.
