O que a poesia pode fazer em mundo à beira do abismo?
Em um ponto à beira do colapso, escrever poesia pode parecer um gesto deslocado - e é justamente por isso que se torna necessário e urgente.
Este livro afirma a poesia como espaço de resistência e cuidado. Seus poemas atravessam as sombras do nosso tempo - guerras, desigualdades, destruição da natureza, vazio tecnológico - sem se render a elas. Entre a indignação e a ternura, entra o político e o íntimo, a lingugagem oscila do coloquial ao solene para tentar dizer o indizível de uma época em crise.
Aqui, a poesia não é ornamento nem fuga: é faísca e abrigo. É luta sem violência, feita de lucidez, afeto e perseverança. Um convite à pausa, à escuta e ao reencontro com aquilo que nos torna humanos.
Este livro oferece ao leitor um mapa poético para atravessar a noite, confiando que, mesmo quando tudo parece escuro, ainda há uma luz que resiste e nos guia rumo à aurora.
